Não gosto dos teus "ciúmes", nem do teu ar "enjoado". Não gosto quando amuas, e muito menos quando me escondes coisas importantes. Odeio descobrir coisas sobre ti que me desagradam, e também, de ter as "orelhas a arder". Irrito-me quando não me ouves, passo-me quando me ignoras. Não gosto quando tentas chamar a atenção, e quando não o consegues, as consequências desse mesmo acto. Não gosto de sentir que lutamos uma contra a outra, não gosto que me leves inconscientemente como "concorrência" (porque não o sou). Não gosto do teu silêncio azedo, desagrada-me por completo. Não gosto que olhes para mim com olhar de repressão. Não gosto que tenhas expectativas erradas de mim. Não gosto desta situação de "não gostar" ;
Mas gosto de ti. Isso basta-me para sentir a tua falta...
Falta das noites que conversávamos até tarde acabando por adormecer, dos mimos que trocávamos. Dos desabafos de horas, das experiências que juntas tivemos. Falta de desarrumarmos o quarto para vestirmos-nos, de, com a minha falta de atenção estragar a tua maquilhagem e mesmo assim tu rires-te. De falar mal, de rir, de brincar... contigo. Falta de conversas no meio do mar, das noites quentes em que éramos felizes juntas. Da primeira vez que disse que eras a minha melhor amiga. De te apoiar quando precisavas, de me sentir importante para ti. Sinto a falta dos teus telefonas só para dizer "olá", das brincadeiras estúpidas. E de te chamar "xuxu" com sentimento.
Mas é só um desabafo de uma criança que teima em não crescer sem cabeça.
Natural Mystic Life
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
'A realidade agora a cores'
Já acontecera há uns anos, mas, na sua própria inquietude, não parou nem reflectiu. Preferia fingir que nada se passara.
Num fim de tarde, com o ar abafado e claro, com o cheiro das algas e o som das ondas a rebentarem – algo tão banal, afinal – parou. E ali ficou durante horas. Molhada pela areia húmida, mas tal não a incomodava. Estava imóvel, sem reacção. Voava para fora do seu corpo, em busca do que em vão perdera. Viajava pelas perguntas, escapando-lhe as respostas.
Relembrava a última vez em que se deslumbrara com aqueles olhos grandes e verdes, o sorriso que lhe enrugava a pele… Sentia-se só e confusa. A revolta transparecia nos seus (agora), duros olhos.
As últimas palavras continuavam suspensas: “Eu volto, descansa”. Mas não. Enganara-se a ela própria. Não tinha sido essa a frase, era, sim, o que ela gostaria de ter ouvido da sua boca. As lágrimas secas e pesadas caíam-lhe pela face rosada e tão delicada. Relembrava as conversas sem fim, os ensinamentos, e as canções partilhadas. Sorria levemente… Era o seu melhor amigo, e desaparecera sem a mínima explicação. Mas “um melhor” não nos deixa, certo?!
Levantou-se num repente, correu sem destino. Esta seria a nova etapa, agora era “tudo a cores”. A partir daqui, em que cada movimento não seria observado por quem mais amava. A sua mente continuava longe, focando unicamente o seu desejo esquecido. Cantava levemente a canção que lhe cantara tantas vezes ao ouvido “O meu menino é d’oiro (…)”. Continuava…
Parou de repente, vira a sua alta e bonita figura. Não será apenas a imaginação a dar asas ao desejo?
Num fim de tarde, com o ar abafado e claro, com o cheiro das algas e o som das ondas a rebentarem – algo tão banal, afinal – parou. E ali ficou durante horas. Molhada pela areia húmida, mas tal não a incomodava. Estava imóvel, sem reacção. Voava para fora do seu corpo, em busca do que em vão perdera. Viajava pelas perguntas, escapando-lhe as respostas.
Relembrava a última vez em que se deslumbrara com aqueles olhos grandes e verdes, o sorriso que lhe enrugava a pele… Sentia-se só e confusa. A revolta transparecia nos seus (agora), duros olhos.
As últimas palavras continuavam suspensas: “Eu volto, descansa”. Mas não. Enganara-se a ela própria. Não tinha sido essa a frase, era, sim, o que ela gostaria de ter ouvido da sua boca. As lágrimas secas e pesadas caíam-lhe pela face rosada e tão delicada. Relembrava as conversas sem fim, os ensinamentos, e as canções partilhadas. Sorria levemente… Era o seu melhor amigo, e desaparecera sem a mínima explicação. Mas “um melhor” não nos deixa, certo?!
Levantou-se num repente, correu sem destino. Esta seria a nova etapa, agora era “tudo a cores”. A partir daqui, em que cada movimento não seria observado por quem mais amava. A sua mente continuava longe, focando unicamente o seu desejo esquecido. Cantava levemente a canção que lhe cantara tantas vezes ao ouvido “O meu menino é d’oiro (…)”. Continuava…
Parou de repente, vira a sua alta e bonita figura. Não será apenas a imaginação a dar asas ao desejo?
Subscrever:
Mensagens (Atom)